Porque me oponho a um Estado Palestino
Joseph Farrah

No dia 9 de abril, 13 soldados israelenses foram mortos numa emboscada na cidade árabe de Jenin.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel, a operação foi "sofisticada". Ela incluíu um prédio carregado com explosivos em pontos estratégicos, ataques com fuzis pelos flancos para encurralar os israelenses e um suicida para deflagrar a explosão inicial. Mas há algo nesse incidente que ilustra porque um Estado Palestino não serviria aos melhores interesses do mundo, nem mesmo daqueles que viveriam nesse Estado.

A parte mais "inteligente" da operação foi despachar o suicida em direção aos soldados encurralados – tratava-se de um menino de aproximadamente 10 anos. Por que isso foi inteligente? Porque a liderança árabe que o enviou entendia que soldados israelenses, mesmo sob a pressão da batalha, não atirariam numa criança de 10 anos.

Dessa forma, o garoto se explodiu e matou os soldados.

Esse tipo de imoralidade – repetido milhares de vezes por dia nos territórios de Yasser Arafat – é que faz do estabelecimento de um Estado Palestino uma idéia terrivelmente sangrenta e apavorante.

Não se trata apenas de uma ameaça à segurança de Israel – o argumento que ouvimos repetidamente dos analistas na mídia – pois ela também fará com que as futuras gerações de crianças palestinas sejam vitimadas dessa maneira. Muitas mais serão doutrinadas desde o nascimento para serem mártires. Muitas mais serão ensinadas que os judeus são maus. Muitas mais serão treinadas nas virtudes do ódio.

E os árabes-israelenses, que hoje, ironicamente, têm mais liberdade do que quaisquer de seus irmãos nos países árabes, tornar-se-ão escravos de um novo Estado sob o controle totalitário de Arafat e de seus sucessores não-eleitos.

Numa entrevista que fiz com Pat Buchanan, expliquei ao colunista, que favorece fortemente a criação de um Estado Palestino, que nunca houve tal Estado na história mundial. Ele concordou, mas disse que países árabes como a Jordânia, o Iraque e a Arábia Saudita também nunca existiram antes que fossem criados pelas potências coloniais no século passado.

Isso é verdade. Mas por que o mundo iria querer repetir esse erro? O que a criação daqueles Estados representou para o mundo? E, tão importante quanto essa pergunta, o que a criação daqueles Estados representou para as pessoas que vivem em suas fronteiras?

Essa é a questão que nunca é discutida pelos especialistas. Tenho sido chamado de racista por me opor à criação de um Estado Palestino sob a liderança de Arafat. Na realidade, creio que muitos dos que defendem a criação desse Estado são eles mesmos racistas. Eles não têm em mente os melhores interesses do povo árabe. Eles não crêem que os árabes sejam capazes de se auto-governar. Aparentemente, eles pensam que os árabes só sabem viver sob tiranias.

Entretanto, afirmo que a única chance para a paz no Oriente Médio virá quando houver uma expansão de liberdade e uma derrota da tirania.

Isso é um sonho utópico?

Na verdade, não! Lembro-me de quando o povo libanês governou a si mesmo em liberdade.

Devido a essa recente experiência de auto-governo, o Líbano seria novamente uma nação livre se lhe fosse dada uma chance. Entretanto, ele sofre sob o jugo da dominação da vizinha Síria – sendo um dos poucos países do mundo ocupados por uma força militar estrangeira.

Por que o mundo árabe precisa de um outro Estado policial? O chamado "povo palestino" realmente viveria melhor sob um ditador árabe do que sob a administração israelense? Como jornalista árabe-americano, que passou boa parte do tempo na região, digo-lhes que a resposta é não.

É tempo dos ditadores no mundo árabe serem substituídos. É tempo de ampliar a liberdade. É tempo de ajudar movimentos de oposição no mundo islâmico para trazer liberdade ao povo. Não é tempo de criar mais Estados de escravos.

Sim, um Estado Palestino liderado por Arafat, ou por um sucessor como Arafat, determinado a destruir Israel, será uma constante ameaça ao Estado judeu. Porém, o que a maioria dos observadores esquece, é que ele será também um obstáculo à liberdade e opressor do povo árabe. (Joseph Farrah, extraído de www.worldnetdaily.comhttp://www.Beth-Shalom.com.br)

O jornalista árabe-americano Joseph Farrah é editor e CEO do www.WorldNetDaily.com



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