The Center for Jewish-Arab Economic Development

26. Israel quer realmente a paz? Em que condições?

Israel, representado tanto por governos de esquerda quanto de direita, já expressou inúmeras vezes, em palavras, em atos e em propostas concretas, seu desejo de alcançar uma paz definitiva e duradoura com seus vizinhos árabes e com os palestinos, com base na coexistência e no respeito aos direitos e aspirações nacionais de todas as partes. O conflito do Oriente Médio, desde suas origens, há cerca de 80 anos, não foi causado pela recusa judaica de que um Estado judeu convivesse lado a lado com um Estado palestino, mas pela posição árabe de sequer admitir a existência de um Estado judeu. Portanto, a aceitação de uma paz baseada na coexistência não é nova para os sionistas e para os israelenses. Mas, devido à própria história desse conflito, aos ódios acumulados e às condições necessárias para a construção de uma paz verdadeira e duradoura, o Estado palestino só pode ser estabelecido em um contexto de paz contratual, onde a mútua aceitação seja explícita e regulamentada.

A declaração unilateral de um Estado palestino não representaria somente a quebra de todos acordos entre Israel e os palestinos, mas apenas contribuiria para a escalada do conflito, o recrudescimento da violência e a desestabilização de toda a região.

Os palestinos têm, e sempre tiveram, a opção de perseguir suas aspirações nacionais através de negociações de paz, com o objetivo de conseguir uma solução estável, mutuamente aceitável, que garantirá igualmente a segurança de palestinos e de israelenses. O estabelecimento unilateral de um Estado que não for conseguido através de negociações, não pode ser considerado legítimo.

O estabelecimento de um Estado palestino é aceito pela maioria dos componentes do mapa político de Israel. Entretanto, seria preciso que esse Estado fosse estabelecido através de acordos e meios pacíficos, de forma a assegurar, tanto quanto possível, que ele não seja hostil. Israel se opõe a qualquer declaração unilateral, pois essa poderia propiciar a criação de um Estado palestino através do conflito, e não através de uma boa relação entre vizinhos. Tal proclamação iria minar a estabilidade regional ainda mais do que a atual situação de confronto, mas que ainda encerra a esperança de um entendimento. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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