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Profissionais
árabes e judeus trabalhando em um projeto de alta tecnologia. Projeto
apoiado por uma organização israelense.
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24. Qual a visão de Israel quanto ao desenvolvimento econômico dos palestinos?
Com a assinatura dos acordos de Oslo, Israel fez esforços substanciais para facilitar a cooperação econômica entre palestinos e israelenses, dentro do contexto do processo de paz. Como resultado, houve uma expansão do comércio e das oportunidades de emprego para palestinos em Israel, bem como outras formas de cooperação econômica, desde 1994 até a explosão da violência.
A partir de 1994, Israel adotou, em cooperação com a Autoridade Palestina (AP), um largo espectro de ações de forma a promover e incrementar o livre movimento de bens e de serviços da AP para Israel. Parques industriais foram montados nas áreas da AP, envolvendo substanciais investimentos e incentivos econômicos israelenses. Essas medidas tiveram um impacto positivo, significativo na economia palestina.
Infelizmente, o retorno da violência, desencadeado com a intifada em outubro de 2000, levou a um brusco declínio na atividade econômica na área, com repercussões para ambos os lados, a AP e Israel. Medidas tomadas para assegurar a segurança dos israelenses nas áreas controladas pelos palestinos – protegendo-os de atrocidades, como o linchamento de dois reservistas do exército em Ramallah – tiveram um impacto econômico adverso. Ao mesmo tempo, para prevenir a exportação da violência dos territórios da AP para Israel, e para minimizar a possibilidade de ataques terroristas, forças de segurança restringiram a passagem das áreas da AP para Israel. Sobre essas restrições prevaleceram medidas excepcionais de caráter humanitário, como o transporte de bens comerciais, comida e remédios, e a movimentação de ambulâncias e equipes médicas, que continuaram circulando livremente. Mais ainda: procedimentos têm sido simplificados para possibilitar a entrega rápida à AP de bens humanitários, tais como suprimentos médicos.
Mas a visão estratégica israelense para um acordo de paz definitivo inclui o desenvolvimento econômico dos palestinos como condição básica para a estabilidade na região. Isso se refere tanto às necessidades dos próprios palestinos quanto aos interesses da economia israelense, como os fatores mais importantes para a inversão do processo de conflito e de ódio. O objetivo é revelar os benefícios da paz e da cooperação, fundamentadas no interesse comum e, a partir daí, na construção de uma convivência pacífica sólida e duradoura. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)
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