Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

18. Pode haver negociação de paz em meio à violência?

Palestino acena para a multidão com
sangue em suas mãos

Desde o início das negociações entre israelenses e a OLP, há mais de oito anos atrás, Israel foi longe na aceitação das aspirações nacionais palestinas sobre a Cisjordânia e Gaza. Com base na promessa de Arafat, em 1993, de abandonar o terrorismo e se comprometer com uma solução negociada, Israel negociou a criação de uma Autoridade Palestina que gradualmente expandiu sua jurisdição e autoridade, e administra 97% da população palestina na Cisjordânia e em Gaza.

Mas Israel não parou por aí. O governo de Israel fez saber aos palestinos, na Reunião de Cúpula em Camp David, em setembro de 2000, e logo depois publicamente, sua vontade de avançar nas negociações, no sentido de se estabelecer um Estado Palestino dentro da estrutura de um acordo com status permanente – um Estado que fosse viável, vizinho e economicamente próspero, e que fosse fator de estabilidade regional, e não o oposto. Ao mesmo tempo, o governo de Israel propôs o mais extenso compromisso já aventado, nos campos político, histórico e estratégico.

Entretanto, a despeito desses compromissos, quando ficou claro aos líderes palestinos que Israel não poderia aceitar a totalidade das suas reivindicações, que cobriam aspirações e interesses que exigiriam compromissos recíprocos de sua parte, eles escolheram romper as negociações e reembarcar na trilha da violência, que haviam se comprometido a abandonar.

Da perspectiva de Israel, sua aceitação, num contexto de paz, da realização nacional palestina na quase totalidade dos territórios, atendia totalmente a questão do "fim da ocupação" e dos "direitos dos palestinos" que, assim, deixa de fazer parte da contenda. Para Israel, então, o âmago da questão passou a ser a violação palestina do princípio fundamental do processo de paz – no sentido de que a solução deve ser construída sobre um compromisso ao invés do confronto, sobre negociação ao invés de violência.

Por essa razão, o governo de Israel decidiu que primeiramente, por uma questão de ordem, qualquer negociação com os palestinos está condicionada ao fim da violência. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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