Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

17. Quem é responsável pela continuação da violência?

Arafat, ante a reação de Israel, que passou a ignorá-lo como parceiro de um processo de paz, e ante a pressão do mundo democrático, principalmente após o atentado de 11 de setembro de 2001 nos EUA, conclamou os palestinos a interromper a violência. Na prática, isso não aconteceu.

A declaração de Arafat, em dezembro de 2001, condenando a violência e ordenando o fim dos ataques suicidas contra Israel, enquanto não se transforma em fatos, vem camuflar uma simples, convincente e importante verdade, que se perdeu de alguma forma nos tumultos que envolvem o Oriente Médio. Os eventos constantemente testemunhados são o resultado de uma clara decisão dos palestinos de usar a violência como ferramenta política. O fato de Arafat, com sua "exigência", ter conseguido interromper, ou diminuir, os ataques, é mais uma demonstração de que até então não queria fazê-lo. O povo e o governo de Israel têm exigido o fim da violência e esperam resolver todas as pendências na mesa de negociações, enquanto Yasser Arafat e a Autoridade Palestina escolheram – e freqüentemente invocaram por todos os meios – uma violenta confrontação.

Yasser Arafat, que agora discursa contra ela, foi o responsável pela onda de violência que assolou a região. Essa chamada "sublevação" nada mais é do que um bem calculado esforço de Arafat para concretizar, pela violência, os anseios da política maximalista que falhou em obter mediante negociações, uma escolha deliberada dos líderes palestinos pela violência em vez de negociações.

A mídia palestina o comprovou, sem sombra de dúvida. Em 6 de dezembro de 2000, o diário semi-oficial "Al-Ayyam" informou:

"Falando durante um simpósio em Gaza, o ministro palestino das Comunicações, Imad Al-Falouji, confirmou que a Autoridade Palestina iniciou preparativos para a eclosão da intifada corrente no momento que tivessem sido concluídas as conversações em Camp David, isto de acordo com instruções dadas pessoalmente por Arafat".

Falouji prosseguiu:

"Arafat lançou a presente intifada como sendo o estágio final da posição imutável dos palestinos nas negociações. Ela não deveria ser entendida como um mero protesto em reação à visita do [então] líder da oposição de Israel, Ariel Sharon, ao Monte do Templo".

Declarações similares foram feitas por outros oficiais palestinos na imprensa, na mídia palestina e árabe. A confrontação foi iniciada deliberadamente e continua sendo alimentada pela liderança palestina como uma escolha estratégica. Esta é a verdade desde os primeiros dias da crise e permanece sendo verdade até hoje. Para essa finalidade, Yasser Arafat e a Autoridade Palestina têm:

a) usado a mídia oficial palestina para incitar seu povo à violência contra Israel e os israelenses;

b) autorizado a milícia da Fatah – a Tanzin – a abrir fogo contra israelenses, com armas fornecidas pela Autoridade Palestina.

c) libertado dezenas de terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica das prisões palestinas, sinalizando a estas organizações que têm luz verde para lançar campanhas de ódio contra cidadãos israelenses inocentes. A política de Arafat levou a uma série de ataques terroristas sangrentos, com explosões de carros-bomba e ataques suicidas em Jerusalém e Haifa, além de emboscadas em estradas tendo como alvo veículos civis, incluindo ônibus escolares a carros particulares.

Agora Arafat, ante a reação de Israel, que passou a ignorá-lo como parceiro de um processo de paz, e ante a pressão do mundo democrático, principalmente após o atentado de 11 de setembro de 2002 nos EUA, conclamou os palestinos a interromper a violência. Na prática, isso não aconteceu. Após um curto período de diminuição no número de atentados e de retaliações israelenses, a descoberta de um transporte maciço de armas num barco, destinado aos palestinos, e o retorno de algumas facções palestinas aos atentados pareceram demonstrar que a visão de conseguir resultados pelo conflito e pela violência ainda não foi abandonada pelos palestinos. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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