Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

10. Por que as posições de Israel têm sido freqüentemente derrotadas em votações de caráter político de organizações internacionais?

Edifício das Nações Unidas em Nova Iorque.

O Estado de Israel é membro da família das nações e participante ativo das organizações internacionais, tendo se juntado às Nações Unidas como seu 59º membro em 11 de maio de 1949. Desde então, tem participado em uma ampla extensão de operações da ONU e tem se esforçado por dar sua completa contribuição aos organismos da ONU e suas agências internacionais, que se dedicam ao progresso e melhoria da saúde, do desenvolvimento, das condições de trabalho, da alimentação e da agricultura, da educação e da ciência. Israel tem uma participação ativa no trabalho de organizações não-governamentais conduzido sob os auspícios da ONU, no que diz respeito a temas que vão da aviação à imigração, da comunicação à meteorologia, do comércio ao estatuto da mulher.

Algumas resoluções da ONU tiveram significado crucial para Israel, entre elas as resoluções 242 (22 de novembro de 1967) e 338 (22 de outubro de 1973) do Conselho de Segurança, que provêm um contexto favorável ao fim do conflito árabe-israelense.

Ao longo dos anos, a ONU tem sido ativa em tentar soluções para a cessação das hostilidades entre Israel e seus vizinhos árabes, apontando mediadores, estendendo seus auspícios ao cessar-fogo e aos acordos de armistícios, e estacionando contingentes militares para separar as forças dos adversários.

Ao mesmo tempo, entretanto, a ONU, como reflexo de interesses políticos de seus membros, como participantes dos então vigentes blocos mundiais (ocidental, socialista e do "Terceiro Mundo"), foi tomando partido na contínua campanha política levada a efeito contra Israel pelos seus adversários na região. Os 21 Estados árabes, com a ajuda dos países islâmicos, dos "não-alinhados" e dos antigos integrantes do bloco socialista, constituíram uma simpática "maioria automática" de apoio, assegurando a adoção de resoluções anti-israelenses na Assembléia Geral e em outros fóruns da ONU.

Na década de 1990, após o final da "Guerra Fria" e a partir do impulso dado ao processo de paz no Oriente Médio, uma forma mais equilibrada de abordar a matéria passou a ser percebida nas resoluções da Assembléia Geral em relação à região. O repúdio recentemente expresso na Assembléia Geral à resolução de que "sionismo é racismo", aprovada na ONU em 1975, é um dos exemplos. Israel tem sido autorizado a aumentar seu envolvimento nas atividades da ONU, tendo em vista a recente, e por longo tempo negada, aceitação em um grupo regional. A corrente explosão da violência palestina tem, como conseqüência, constituído uma ameaça de reversão dessa nova tendência, uma vez que a liderança palestina procura explorar essa inquietação política para sua própria vantagem na arena internacional. Mas o atentado de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, o repúdio universal ao terrorismo dele conseqüente e a renovada onda de terror de extremistas islâmicos contra civis israelenses, de novo equilibram as tendências, ao propiciar a compreensão do tipo de atitude extremista que Israel tem enfrentado durante décadas, muito antes da ocupação de territórios e da atual intifada (rebelião palestina). (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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