Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

O anti-semitismo "pós-Holocausto" ganhou maior fúria em uma nova forma: ódio ao Estado de Israel. Na foto: sinagoga incendiada em Lyon, na França.

3. Por que os judeus têm sido perseguidos? O que é anti-semitismo?

Apesar do termo "anti-semitismo" (cunhado no século XIX por um agitador alemão, Wilhelm Marr), pela sua etimologia, denotar hostilidade a todos os povos semitas, ele é usado especificamente para designar ódio ou rejeição aos judeus. Esse ódio é muito antigo; existe desde que os judeus desenvolveram a consciência de uma religião e nacionalidade únicas, resistindo a todas as tentativas de absorção e influência de civilizações estrangeiras e muito mais poderosas, quando entraram em contato com elas. Essa resistência fez dos judeus "estranhos" e, como tal, rejeitados, logo odiados e, por fim, perseguidos.

O anti-semitismo moderno tem raízes religiosas, ideológicas e sociais. No sentido social, a complementação do processo de emancipação na Europa Ocidental e Central criou um pano de fundo para um atrito entre habitantes não-judeus e judeus, realimentando a rejeição ao "diferente" que insistia em manter sua identidade, mesmo sob a pressão de circunstâncias sociais, religiosas, econômicas e ideológicas. Essa rejeição tornou-se muitas vezes ódio, que se expressou em perseguições e "pogroms", ainda mais violentos que os dos períodos obscurantistas da Antiguidade e da Idade Média, agora em plena era da Emancipação e dos Direitos do Homem e dos Povos.

Sentimentos anti-semitas foram exacerbados até mesmo em países de estrutura democrática, suscitando decisões cruciais e radicais de povos motivados por emoções e incitações de caráter étnico, religioso ou econômico, e por ideologias preconceituosas ou racistas. Isto ocorreu por influência de elementos religiosos e nacionais que diagnosticaram um suposto comportamento alienado e separatista dos judeus e deram ênfase a aparentemente intransponíveis contrastes sociais e diferenças raciais. A demonização dos judeus serviu em muitos casos para encobrir problemas internos e consolidar uma união de objetivos difícil de conseguir em outros campos.

De fato, o anti-semitismo foi uma forma mitológica notável de racismo ao longo dos tempos, mas foi como expressão pseudo-racional de caráter ideológico que ele precipitou o Holocausto. O anti-semitismo "pós-Holocausto" ganhou maior fúria em uma nova forma: ódio ao Estado de Israel. Este ódio se iguala aos mesmos e velhos fatos, com novos ingredientes políticos, relacionados com o conflito Israel-Palestina, e é causa do severo anti-semitismo (leia-se anti-judaísmo) que existe nos países árabes e nos segmentos mais ou menos fundamentalistas do islã. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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