Flotilha de Gaza - Depoimentos dos Ativistas

O vídeo é uma compilação de trechos de depoimentos de testemunhas oculares do conflito na flotilha, que foram exibidos em vários canais de TV em Junho de 2010.

Testemunhas oculares do conflito na flotilha: Houve resistência e soldados de Israel foram capturados; Representante da IHH: Nosso objetivo era chegar até Gaza ou morrer tentando

Tradução das legendas:

TV Ai-Hiwar, 4 de Junho de 2010

Jornalista Saleh Al-Azraq: O fervor religioso esteve muito presente durante a viagem. Talvez isso tenha levado muitos, mais tarde, a entrar em conflito com os soldados da ocupação. Alguns perguntam por que nem todos ficaram passivos. A intenção era usar tudo o que tinham para defender o barco, que levavam em seus corações até Gaza.

Entrevistador: Vamos chegar neste assunto mais tarde.

Saleh Al-Azraq: No momento em que o barco iniciou viagem, os gritos de "Allah Akbar" (Alá é o Maior) começaram. Era meia-noite e meia de sexta-feira. Houve gritos de "Allah Akbar" e pessoas recitando o Alcorão. Isto fazia você sentir-se como se estivesse rumo a uma conquista ou uma incursão islâmica. [...]

Eles [os soldados israelenses] começaram a descer até o barco através de cordas. Sempre que um soldado chegava ao convés... pude ver isto porquê estava iluminado. Houve uma briga sem armas. Não havia armas brancas nem nada disso. [...]

Os ativistas foram até os barcos israelenses e os agrediram? Foram os israelenses que entraram em nosso barco, então quem é o agressor? [...]

Aparentemente, Israel percebeu que a primeira tentativa de entrar no barco havia falhado. Um dos soldados caiu - ou talvez tenha sido empurrado - para o convés inferior, mas não até a água. Então ele foi arrastado escada abaixo. Nesta viagem eu descobri - e digo isto para que fique registrado na história - que os soldados israelenses estão entre os mais covardes que já vi. Estavam armados até os dentes, vestiam uniformes verdes, azuis e capacetes em diferentes cores, mas eram covardes, covardes, covardes. [...]

A segunda tentativa de entrar no barco também falhou. Eu vi um dos soldados israelenses que foram capturados... Fiquei surpreso em ver civis capturando soldados de Israel armados até os dentes. Eu vi um soldado... talvez ele estivesse exausto por causa da luta, não sei. Ele estava horrorizado e mexia as mãos desta maneira, e foi levado para dentro do barco, tomaram suas armas e o deixaram lá. [...]

Depois da segunda tentativa de entrar no barco, Israel percebeu que alguns de seus soldados foram tomados reféns. Foi aí que o tiroteio pesado começou. [...]

Press TV, 2 de junho de 2010

Entrevistador: Durante o período em que esteve sob custódia de Israel, você foi submetido a algum tipo de tortura?

Ativista Libanês: Não, não. Infelizmente não. Pelo menos, não eu. Outros... Muitas pessoas, especialmente os turcos... Eles realmente se deram mal - não foram torturados, mas investigados, e...

Entrevistador: Tenho mais uma pergunta. No exato momento em que os comandos de Israel... Como eles entraram a bordo? De que maneira eles entraram a bordo?

Ativista Libanês: Entraram a bordo principalmente através de helicópteros e pelo mar, mas na primeira tentativa de ataque via helicóptero, ou descida - a resistência turca, posso dizer, capturou quatro soldados israelenses e os derrubaram. [...]

TV Al-Jazeera, 5 de Junho de 2010

Hussein Orush (Organização IHH): Um dos mártires tinha 19 anos de idade. Acabamos de encontrar o seu último diário, que estava em sua mala. As últimas linhas escritas por ele antes do ataque foram: "Falta pouco tempo antes do martírio. É o estágio mais importante de minha vida. Nada é mais bonito do que o martírio, exceto o amor de alguém por sua mãe. Mas eu não sei o que é mais encantador - se minha mãe ou o martírio." Esta foi a última coisa que o mártir Furkan escreveu, e a última coisa dita pelos nossos irmãos.

Todos eles morreram sorrindo. Seus dedos apontavam para o martírio. Suas mãos apontavam para cima, e seus rostos sorriam. Os sorrisos de alguns deles eram quase gargalhadas. Nenhum deles morreu em más condições. [...]

Todos os passageiros a bordo estavam prontos para este desfecho. Todos queriam e estavam prontos para se tornar mártires. [...]

Nosso objetivo era chegar até Gaza ou morrer tentando. Todos os passageiros dos barcos estavam prontos para isto. A IHH também.

TV Al-Jazeera, 2 de Junho de 2010

Muhammad Ghulam da Mauritânia: Eles trouxeram aviões e abriram fogo sobre as pessoas. Então nós os vimos arrancar todas as barras de metal do barco. Eles as colocaram na proa do barco, antes que chegássemos ao porto hebreu. Então trouxeram todos os jornalistas sionistas que - ao invés de mostrarem como não nos deixavam ir ao banheiro, como nos negavam comida e água e não nos permitiam rezar por 24 horas - começaram a filmar aquelas barras de metal, que eles mesmos arrancaram do barco.

TV Al-Jazeera, 5 de Junho de 2010

Sheik Raed Sallah, chefe do Movimento Islâmico em Israel: Quando os acontecimentos a bordo da Flotilha da Liberdade começaram, e quando ouvimos que houve mártires e dezenas de feridos, um irmão turco veio até mim, cumprimentou-me e disse: "Parabéns, sheik. Bençãos a todos os mártires". Isto significa que o poder da verdade que está dentro de nós - em nossas mentes, em nossos corações e em nossa consciência - é mais forte do que todos os meios agressivos e bárbaros de Israel juntos.

Al-Jazeera, 2 de Junho de 2010

Entrevistador: Diga-nos o que aconteceu.

Jornalista Othman Al-Bteiri: Yasser, fomos testemunhas de um massacre em águas internacionais. Aproximadamente às 4:15 da manhã, várias lanchas, com dezenas de comandos israelenses, tentaram embarcar. Houve resistência. Como dizíamos, desde o início houve resistência pacífica. Todos os que estavam no barco - os participantes e os apoiadores - tentaram impedir que os soldados israelenses entrassem no barco. Quando eles não conseguiram embarcar, chegaram helicópteros e soldados vieram de cima para o convés.

Ali também houve resistência, e eles não conseguiram tomar o controle do barco. Foi aí que o tiroteio com munição real começou. Primeiro, usaram granadas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha, e algumas pessoas foram atingidas pelas balas de borracha. Mas depois usaram munição real. [...]

Quatro turcos [foram mortos]. Dizem que havia mais, mas eu só vi quatro. A batalha de verdade... O massacre de verdade começou perto da ponte. Pessoas tentaram impedir os soldados de Israel de tomar a cabine do capitão. É por isto que usaram munição real próximo à ponte. Munição real também foi usada em outras partes do barco, especialmente a bombordo, onde a maioria dos mártires e feridos foi atingida. Aproximadamente 35-40 pessoas de várias nacionalidades foram feridas.

Entrevistador: Por quanto tempo durou o conflito?

Othman Al-Bteiri: O conflito iniciou-se por volta de 4:15 da manhã. As pessoas estavam rezando, quando houve gritos de "Allah Akbar", e soubemos que estávamos sob ataque. O ataque durou até 5:15 ou 5:30. Então os turcos disseram que os israelenses haviam tomado o barco, e todos deveriam sentar-se. Apesar disto, continuávamos ouvindo tiros.

Legendas traduzidas por perempta - http://www.youtube.com/user/perempta

881




Recomendamos:


  DVD Obsessão - A Guerra do Islã Radical Contra o Ocidente
R$ 24,90
confira »

  Coleção Notícias de Israel 2007
de R$ 33,50
por R$ 29,90
confira »

  DVD - A Verdade Sobre o Conflito no Oriente Médio
R$ 19,90
confira »

  12 DVDs do Congresso Profético de 2010
R$ 119,00
confira »

  DVD Vivemos nos Tempos Finais?
R$ 19,90
confira »

  MP3 do Congresso Profético de 2010
R$ 60,00
confira »

  Filho do Hamas
de R$ 29,90
por R$ 21,90
confira »
Mais sugestões »

Oséias