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Lixeiras
à prova de bombas em Israel.
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Todas
as medidas de segurança falharam. A cerca tornou-se necessária!
Desde as lixeiras à cerca de segurança
A controvertida cerca de segurança que Israel está construindo representa o último recurso para oferecer mais tranqüilidade à população diante dos ataques terroristas. Para dificultar a penetração de palestinos "inoportunos" em Israel foi feita uma tentativa inicial com postos de controle na periferia dos territórios da Autoridade Palestina, na época ainda sem cerca. Entretanto, qualquer palestino que desejasse trabalhar em Israel sem permissão oficial conhecia os desvios pelos montes da Judéia e Samaria, que os homens-bomba também conheciam.
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| Postos
de controle. |
Para aumentar a segurança nas grandes cidades israelenses, as lixeiras simples, de plástico, foram substituídas por outras, de metal e à prova de bombas, pois os terroristas costumavam esconder cargas explosivas dentro delas. As novas lixeiras têm aberturas bem pequenas, para que as bombas não possam ser introduzidas nelas.
Outra medida de segurança foi adotada nas paradas de ônibus. Sólidas colunas de concreto foram fixadas diante delas para impedir que terroristas-suicidas lançassem seus automóveis sobre as pessoas que esperavam pelos coletivos, como aconteceu repetidas vezes em Jerusalém e em Tel Aviv. Além disso, na entrada de qualquer edifício público todos os visitantes são revistados por um guarda israelense e obrigados a passar por um detector de metais.
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Colunas
de concreto diante das paradas de ônibus.
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Ao soar o alerta "vermelho", imediatamente são levantadas barreiras nas cidades e nas principais vias de acesso para um minucioso controle de todos os automóveis e seus passageiros. Isso acontece com muita freqüência, pois os serviços secretos constantemente ficam sabendo de planos de novos ataques palestinos. As informações são repassadas ao governo, que aciona o exército, que bloqueia as estradas e avenidas, causando enorme caos no trânsito.
Coletes à prova de balas ofereciam segurança contra palestinos que jogavam pedras ou atacavam com armas de fogo. Mas depois que os suicidas começaram a entrar nos ônibus com as bombas presas ao próprio corpo, essa medida tornou-se inútil. Em função disso, Israel desenvolveu linhas de ônibus "à prova de homens-bomba" para impossibilitar a entrada desses terroristas. Os novos veículos são equipados com detectores de metal na entrada e na saída.
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| Ônibus
blindados. |
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Guardas
e detectores de metal para examinar cada visitante.
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Porém, todas essas medidas de segurança não conseguiram impedir os ataques a civis israelenses. Os terroristas sempre procuram e acham novos meios de realizar seus sangrentos atentados. Os oficiais da polícia e do exército israelense são obrigados a reconhecer que até agora não conseguiram desenvolver mecanismos eficientes contra o terrorismo palestino, ainda que a maior parte dos ataques seja descoberta e frustrada principalmente pelas informações dos serviços secretos.
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| Linhas
de ônibus "à prova de homens-bomba" – para proteger os passageiros de atentados-suicidas
os ônibus em Israel serão equipados com uma roleta na entrada e uma barreira
na saída. Cinco ônibus já estão rodando com protótipos em Tel Aviv e Jerusalém.
Esse sistema, desenvolvido pela indústria bélica, custa aproximadamente
R$ 5.000,00 por veículo. |
Foi por essa razão que o Partido Trabalhista, de orientação esquerdista, sob a liderança do então primeiro-ministro Ehud Barak, apresentou há três anos a proposta de construir uma cerca de segurança ao redor dos territórios palestinos. Esse projeto está sendo concretizado pelo atual governo de Ariel Sharon, visto que todas as outras medidas contra os ataques fracassaram. A cerca, que terá 360 quilômetros de extensão, destina-se a barrar a entrada dos terroristas palestinos em Israel. Naturalmente pode-se afirmar que tudo isso não teria sido necessário se Israel tivesse se retirado dos "territórios ocupados", inclusive de Jerusalém Oriental. Mas quem pode garantir uma paz duradoura a Israel nessas circunstâncias? Ninguém, como provou a retirada das tropas israelenses do Sul do Líbano há quatro anos!
Arafat, o chefe da OLP, que voltou ao Oriente Médio em 1994, não fez praticamente nada contra o terrorismo – muito pelo contrário! Segundo fontes de segurança israelenses e dados fornecidos pelos palestinos, ele fomentou a violência. Tudo teria ficado só nas lixeiras se nos dez anos desde os Acordos de Oslo o terrorismo tivesse sido reprimido. Foram as negociações demoradas e as medidas de segurança ineficazes que obrigaram Israel a construir a cerca. (Aviel Schneider, israel heute - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, maio de 2004.





