Propaganda islâmica no Ocidente
Aniversário dos Atentados de 11/9
Elwood McQuaid

Os aniversários dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center e o Pentágono revelam uma grande ironia. Enquanto os americanos e grupos no mundo inteiro se reúnem solenemente para chorar a perda de quase três mil vidas inocentes e para manifestar seu repúdio ao terrorismo internacional, o islã aproveita a oportunidade para fazer propaganda no Ocidente.

Durante vários dias o rádio, a TV e a mídia impressa apresentam programas e artigos exaltando as virtudes do islamismo. As redes de comunicações exibem os muçulmanos e seus apologistas sob uma ótica favorável.

Embora seja óbvio que os entrevistadores não conhecem o assunto suficientemente bem para fazerem as perguntas certas, vê-se que todos eles estão bem instruídos para não apresentarem as perguntas erradas. Evitam-se a todo custo questionamentos que possam expor o lado tenebroso da religião islâmica. Muito do que é dito é tão enganoso, falso ou tendencioso que cheira a propaganda muçulmana.

Quando se pergunta qual o verdadeiro significado da jihad (guerra santa), as respostas são evasivas. Os entrevistados dizem que jihad não significa conquista pela força, nem derramamento de sangue dos inimigos infiéis, e que o Corão não aprova nem sugere essa idéia. Para os devotos muçulmanos, prossegue o discurso, a jihad representa "a luta íntima do coração para alcançar a paz interior e a santidade pessoal", nada mais; e "o livro sagrado dos muçulmanos é, essencialmente, uma obra que defende o amor, a paz e a fraternidade entre os homens".

Há também alguns momentos em que o islamismo recebe elogios por ser uma religião pluralista. Essa baboseira funciona como um verdadeiro chamariz no Ocidente, porque o pluralismo religioso é um dos conceitos básicos em democracias como os Estados Unidos. Em geral, os ocidentais, inclusive os cristãos, são ingênuos e mal informados sobre até onde vai a tolerância religiosa em muitos países do outro lado do mundo. Isso se aplica, particularmente, aos países muçulmanos.

Segundo a lógica difundida pela mídia, a grande maioria dos muçulmanos estaria levando a má fama por causa das ações de uma meia dúzia de encrenqueiros, mas, na verdade, viveria profundamente angustiada diante dos atos praticados por esses agitadores perversos. Na foto: Osama Bin Laden.

Outro ingrediente importante nessas entrevistas amigáveis é a idéia de que os "Bin Ladens" do mundo estariam "seqüestrando o islã". Segundo essa lógica, a grande maioria dos muçulmanos estaria levando a má fama por causa das ações de uma meia dúzia de encrenqueiros, mas, na verdade, viveria profundamente angustiada diante dos atos praticados por esses agitadores perversos.

No meio disso tudo, está a idéia implícita de que todos que não vêem as coisas dessa forma, e se atrevem a expressar sua opinião, são fanáticos intolerantes, cuja atitude preconceituosa e instigante está totalmente fora de sintonia com o comportamento politicamente correto do século XXI.

As perguntas que ninguém faz

É claro que não estamos dizendo que todos os muçulmanos são terroristas ou estão determinados a conquistar o mundo. Sem dúvida, há muitos muçulmanos que querem realmente viver em paz com seus vizinhos. Além disso, quem conhece o mundo islâmico sabe muito bem que muçulmanos inocentes são perseguidos, torturados e até mortos por outros muçulmanos.

Entretanto, se o Corão só fala de amor e a jihad é simplesmente uma busca pessoal de paz e santidade, por que centenas de milhares de cristãos estão sendo trucidados por muçulmanos engajados na jihad e estes afirmam estar seguindo o Corão, o qual, segundo os mesmos, incentiva suas ações? Há inúmeros exemplos. Aqui está apenas uma amostra:

Se o Corão só fala de amor e a jihad é simplesmente uma busca pessoal de paz e santidade, por que centenas de milhares de cristãos estão sendo trucidados por muçulmanos engajados na jihad e estes afirmam estar seguindo o Corão, o qual, segundo os mesmos, incentiva suas ações? Na foto: igreja destruída na Indonésia.

Na Indonésia, a violência da jihad no Timor Leste causou cerca de 200.000 mortes. Os cristãos foram perseguidos e massacrados, além de terem suas igrejas incendiadas pelos participantes da jihad... Esses violentos ataques às igrejas custaram 10.000 vidas, enquanto outros 8.000 cristãos foram forçados a se converter ao islamismo.[1]

Os cristãos assassinados ou mutilados não tiveram ninguém que falasse ou fizesse questionamentos por eles durante a comoção que tomou conta da mídia após os atentados de 11 de setembro.

Se o islamismo é pluralista (na verdade, ele é absolutista), por que a maioria dos países muçulmanos tem tolerância zero em relação aos cristãos e judeus? A Arábia Saudita é o melhor exemplo disso. Lá, todos os cidadãos têm de ser muçulmanos. Não é permitido abrir igrejas; a exibição pública de símbolos cristãos pode levar o responsável para a cadeia; e os muçulmanos que se convertem ao cristianismo podem ser executados.

Além disso, por que um erudito muçulmano defenderia a tese da incompatibilidade entre o islamismo e os sistemas não-islâmicos? Segundo ele, "não pode haver paz nem coexistência entre a religião islâmica e as instituições políticas e sociais não-islâmicas. [...] Quando o movimento islâmico se torna suficientemente forte, ele tem de assumir o poder e criar uma república islâmica".[2] Os muçulmanos já fizeram isso em vários lugares, como no Sudão, por exemplo.

Todo mundo sabe que há células terroristas operando dentro ou nas proximidades das mesquitas ocidentais. Na foto: mesquita em Berlim (Alemanha).

E, se o islã foi "seqüestrado" por grupos dissidentes formados por radicais da pior espécie, por que não se ouve um forte clamor de repúdio por parte da comunidade muçulmana do Ocidente? Todo mundo sabe que há células terroristas operando dentro ou nas proximidades das mesquitas ocidentais. Também é fato notório que dos púlpitos dessas mesquitas brotam, regularmente, violentas críticas contra as autoridades israelenses e americanas, semelhantes às despejadas pelos "mullahs" no Oriente Médio. Pela lógica, se os radicais estivessem dominando o islã, os muçulmanos que representam o pensamento da maioria da sociedade islâmica seriam os primeiros a localizar, expor e excomungar os dissidentes do meio de seus irmãos e irmãs que só desejam a paz. Isso interessaria primeiramente a eles mesmos.

De fato, foi o que os cristãos americanos fizeram com grupos como a Ku Klux Klan, o RCI (Identidade Cristã Racista), e o violento Aryan Nations (Nações Arianas), que corrompiam todos os valores cristãos ocidentais. A questão não é complicada. Se os muçulmanos querem viver no Ocidente (e essas populações já somam milhões de pessoas) e ser cidadãos pacíficos, devem seguir os mesmos padrões de conduta dos ocidentais. Por que haveria de ser diferente? (Elwood McQuaid – extraído e adaptado de www.foi.org) – http://www.Beth-Shalom.com.br

Elwood McQuaid é editor-chefe de The Friends of Israel.

Notas:

  1. "Culture of Hate", Bat Yeor, National Review Online, 2 de agosto de 2002, [www.nationalreview.com/comment/comment-yeor080202.asp].
  2. Citado em Samuel P. Huntington, The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order, Simon and Schuster, Nova York, 1997, p.269.


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